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VALOR ECONÔMICO: 5 formas de reduzir o estresse na busca por empregos


Matéria na íntegra de Caroline Marcon para Valor Econômico via R7 CONTÁBEIS



A possibilidade de encontrar um emprego ou mudar de carreira pode ser animadora, mas também costuma estar relacionada a um período de angústias e incertezas para a maioria das pessoas.

"Não se trata de um estresse pelo emprego em si, mas pelo que a falta que elerepresenta", afirma o médico e especialista em gestão estratégica de pessoas, Roberto Aylmer.

"Quando não temos emprego, o futuro se torna uma grande interrogação e, se o estresse cresce mais do que podemos gerenciar, acaba interferindo na lucidez", explica.

Segundo Aylmer, além de causar desgaste emocional, esse estado mental alterado pode levar a decisões que visam apenas o curto prazo: "a pessoa pode aceitar a primeira proposta que aparecer sem avaliar se consegue dar conta daquele trabalho, por exemplo".

Apesar disso, algumas ações podem ajudar a reduzir o nível de estresse no período entre trabalhos. Confira as dicas dos especialistas:

1. Tenha uma rotina

A coach executiva Caroline Marcon ressalta que a falta de rotina faz com que o profissional perca o foco e, no final do dia, não faça o que se propôs a fazer, o que aumenta o estresse e a ansiedade.

Portanto, ela sugere separar momentos do dia para atualizar o currículo, fazer contatos, pesquisas e entrevistas.

"Também é importante fazer pausas para descansar e viver outras coisas para não deixar que esse assunto domine totalmente a sua vida", lembra

Nesse sentido, Rafaela Corrêa, sócia da empresa de recrutamento e seleção de executivos Odgers Berndtson, recomenda que a busca por uma nova posição seja encarada como um emprego.

"Isso significa trabalhar por um determinado número de horas, fazer pausas regulares e bater o ponto no final do dia."

A líder de transição de carreira na empresa de recrutamento e seleção LHH, Patrícia Paniquar, concorda: "a mudança de rotina brusca pode causar desorientação. Por isso, mantenha seu horário de acordar, insira compromissos pessoais na agenda e reserve momentos do dia para investir em sua transição".

2. Procure alternativas

Corrêa acredita que mudar a estratégia de tempos em tempos pode ser uma prática interessante durante o processo de busca de emprego.

"Ficar sentado em casa não é algo produtivo para todo mundo. Talvez você reflita melhor em uma cafeteria ou em um parque", exemplifica.

Caso não esteja obtendo resultados com o currículo, por exemplo, a especialista recomenda contratar um redator ou pedir a um headhunter para revisá-lo.

3. Saiba pedir e oferecer ajuda

Paniquar afirma ser essencial reconhecer que, às vezes, precisamos de ajuda, e pedir o apoio da família e dos amigos.

"Fazer um brainstorming de ideias para lidar com a sua situação o ajudará a avaliar suas opções", pontua.

Corrêa, por sua vez, acredita que, além do apoio de conhecidos, contar com ajuda profissional pode fazer diferença nesse período.

"Considere procurar um terapeuta que possa auxiliá-lo a descobrir novas maneiras de vivenciar essa jornada", recomenda.

Por outro lado, oferecer ajuda usando suas principais habilidades também pode ser benéfico, como afirma Marcon.

Ela lembra que, ainda que por meio de um trabalho não remunerado e temporário, desempenhar atividades que tenham a ver com a posição que você almeja, é uma forma de ser lembrado pelas pessoas e de sentir que está trabalhando.

"Isso, inclusive, vai te deixar mais confiante no momento da entrevista de emprego quando o recrutador perguntar o que você tem feito", destaca.

4. Aprenda a lidar com a rejeição

Corrêa enfatiza que procurar um novo emprego significa lidar com a rejeição repetidas vezes e que, embora seja difícil manter isso em mente, existem muitos fatores e variáveis que impedem que um candidato seja escolhido para ocupar um cargo.

Por isso, a especialista sugere que, ao invés de achar que está fazendo algo de errado, você deve encarar cada interação com as empresas como uma oportunidade de aprendizado.

"Lembre-se de que cada 'não' o aproxima um passo a mais do seu 'sim'", pondera.

Nessa mesma linha de pensamento, Paniquar aconselha que o profissional procure desenvolver o autoconhecimento e aprenda a distinguir o que pode e o que não pode controlar, de modo a se tornar cada vez mais resiliente.

"A resiliência tem a ver com nossa capacidade de nos recuperar dos obstáculos que enfrentamos. Às vezes, esses desafios podem parecer opressores, e temos vontade de ceder em vez de superar, mas a boa notícia é que a resiliência pode ser aprendida, praticada e, assim, fortalecida", explica.

5. Aceite a pausa

"Em média, o período de transição pode durar de três a seis meses, podendo alcançar maior tempo para profissionais do Clevel. Por isso, é importante ter em mente que a busca de emprego é apenas uma vírgula na carreira", lembra Paniquar.

Ela acredita que o momento pode ser muito produtivo, pois nos convida a fazer um balanço de prioridades e interesses que podem influenciar nas escolhas futuras, tornando-as mais conscientes. Já

Marcon sugere que os profissionais aproveitem o período para fazer cursos, reciclagens e atualizações profissionais até então adiadas.

"Essa é uma ótima hora para investir na sua capacitação, se desenvolver e conhecer pessoas que tenham os mesmos interesses", avalia.

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